Por: Carlos Faria

Protegendo nossos filhos

Pergunte a qualquer pessoa o que há de mais valioso na vida de uma mãe e de um pai e a resposta será automática e óbvia: “Os filhos”. E como tudo aquilo que tem valor, os filhos também estão expostos a diversos riscos ao longo do seu desenvolvimento. Isso é inquietante para os pais, que por vezes evitam sequer pensar num assunto que os deixa tão aflitos. Também não é para menos. O noticiário nacional e internacional divulga diariamente casos de violência e acidentes de todo tipo, ceifando a vida de milhares de crianças, adolescentes e jovens ou deixando-lhes marcas para toda a vida. Quando recém nascidos, por mais saúde que tenham, as crianças são frágeis em relação aos riscos do ambiente em que passam a viver (frio, calor, chuva, vírus, bactérias, fungos, insetos, animais, etc.) e também perante todas as demais pessoas a sua volta que podem lhe causar algum dano acidental ou intencional. É necessário todo o cuidado possível e disponível com a contratação de empregadas, babás, motoristas, enfermeiras, ou qualquer outro profissional que terá contato direto ou mesmo indireto com a criança. Referências pessoais e profissionais verificadas; confirmação do endereço e demais dados cadastrais; atestado de antecedentes criminais emitido pelo fórum; são alguns exemplos de cuidados que recomendo. Quando ficam um pouco maiores, começam a andar sozinhos e explorar o mundo a sua volta, o risco de acidentes fica mais acentuado e se faz necessário adotar cuidados com objetos e produtos que podem lhes causar danos como talheres e outros objetos com ponta ou corte; produtos químicos em geral (cosméticos, limpeza, tintas e solventes); equipamentos elétricos ou que produzam calor e fogo, entre outros. Nessa idade ocorrem os casos de afogamento em piscinas, banheiras e até em baldes com água, portanto isso nos indica que a criança nunca deve estar sozinha ou desassistida de supervisão adulta. Eles crescem em uma velocidade impressionante! Agora já usam bicicleta, patinete, patins e precisam usar EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) como capacete, luvas e joelheira para, ao menos, minimizar os danos das quedas que são uma certeza. Nessa fase já é possível conversar com eles demonstrando que os abusos que cometerem poderá custar-lhes muita dor física. Mesmo que aparentemente não lhe dêem ouvidos, insista na orientação. Desde que nascem, seguindo por toda a infância e também na pré-adolescência, nossos filhos estão expostos a assustadora ameaça da pedofilia. Importante frisar dois aspectos nesse breve artigo. O primeiro é o fato de que em geral o autor do abuso é alguém muito próximo da criança (parente, empregado, vizinho, amigo dos pais ou do irmão mais velho, entre outros). Isso reforça minha recomendação em verificar a idoneidade dos empregados e também de ter sempre um adulto na supervisão das crianças. O segundo aspecto é de que o abuso pode se tornar freqüente e ocorrer por um longo período até ser descoberto, causando por vezes, traumas irreparáveis na criança. É preciso ficar atento, pois nem sempre as alterações de comportamento da criança são naturais, próprios das mudanças de fase de crescimento e de reações hormonais, mas sim, fruto de abusos sexuais. Ainda na infância, por volta dos 12 anos e durante toda a adolescência, temos outra ameaça grave rondando nossos filhos. As drogas. Lícitas ou ilícitas, não importa, são vetores de acidentes e de violência em nossa sociedade. A maneira mais eficaz dos pais protegerem seus filhos das drogas é falar insistentemente com eles antes das más companhias (usuários) e do traficante. Tem que ser um tema tratado desde cedo entre pais e filhos, com a mesma naturalidade com que tratam de outros assuntos domésticos, sem tabus ou reservas inúteis, mas com linguagem própria para cada idade. Os pais não podem impedir que seus filhos tenham proximidade com as drogas, visto que estão disseminadas nas escolas, nos clubes, nas “baladas”, nos condomínios e noutros locais frequentados pelos jovens. Os pais podem conscientizar seus filhos de que isso não é bom para suas vidas, orientando-os a dizer não para as drogas desde a primeira abordagem, porque isso vai ocorrer em algum momento na vida do seu filho. Agora eles já estão crescidos, viajam com os amigos, dirigem, “ficam”, saem para a “balada” às 23h59min e só voltam no dia seguinte. Já não dá mais para proibir e, só um bom nível de diálogo e a habilidade de negociação dos pais é que vai contar agora. Os filhos devem ficar cientes de que não se deve misturar álcool com volante, pois acidente de trânsito é a principal causa de morte nessa faixa de idade. Ame seus filhos. Muito!

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